O senador Otto Alencar afirmou, em entrevista exclusiva ao Bnews, nesta sexta-feira (16), que defende o governo da Bahia e a candidatura para reeleição do senador Angelo Coronel (PSD). O político ainda comentou sobre a possibilidade de Diego Coronel (PSD) assumir a posição de vice de Jerônimo Rodirgues (PT).
O senador também voltou a justificar a declaração de que teria chamado a chapa puro-sangue de “carniça” durante declaração ao Estadão. Segundo ele, tratou-se de um mal entendido do jornalista.
“Ele perguntou sobre a chapa, ai eu respondi: ‘Olha, na Bahia já teve uma chapa carlista que foi puro-sangue, e pode ser uma coisa parecida com essa que o PT está fazendo agora’. Aí ele confundiu a palavra ‘carlista’ com ‘carniça’. Foi isso aí que aconteceu. Foi por telefone”, justificou ele.
Ele ainda completou destacando que jamais usou termos pejorativos dessa forma, principalmente direcionados a aliados e apoiadores: “Eu não uso palavrão na minha vida”.
Questionado sobre a formação da chapa e a possibilidade do deputado Diego Coronel, filho do senador Angelo, assumir a vice-governadoria de Jerônimo Rodrigues, Otto afirmou não estar envolvido nas conversas. Segundo ele, foi Jaques Wagner (PT) que assumiu a a frente para apaziguar a relação com o pessedista.
Eu nunca falei sobre vice, isso aí foi uma coisa que nunca saiu da minha boca. Nenhuma entrevista eu digo isso. Eu respeito os componentes da mesa, da chapa, como é o caso do MDB e do PSD também, mas eu tenho lutado para manter a candidatura de Coronel”, disse.
Conforme Otto afirmou, sua declaração de voto foi dada a Lula e não a Jaques Wagner ou a Rui Costa (PT) e que são ambos que devem buscar Coronel para negociar a chapa. Mas, seu foco é manter o correligionário como candidato e dentro da chapa governista.
Ainda nesta semana, Wagner revelou que fez uma proposta de manter Coronel como suplente dele e de Rui Costa no Senado Federal. Confrontado sobre o assunto, Alencar desconversou sobre o assunto.
Para ele, desde que assumiu como governador da Bahia em 2006, Jaques Wagner tem atuado como um coordenador do grupo político e que está aguardando definições para ver os rumos do PSD.
“Wagner que fundou esse grupo depois do carlismo. Wagner é tipo um coordenador na minha opinião do grupo, eu estou aguardando ele para ver o que vai fazer. E sobre a proposta que fez a Coronel, eu não participei disso não. O que eu estou dizendo para você que nós tomamos uma decisão majoritária, a maioria dos deputados estaduais e federais querem formalizar apoio a Jerônimo”, ponderou.
Ele ainda apontou que, neste ano, o grupo não vai enfrentar o “Carlismo”, mas sim o “Netismo”.
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